Treinar para aprimorar
Mais de 400 pessoas na Sede Angélica, na capital paulista,
na sexta-feira (25/10). Esse foi o público do Encontro de Atendentes do
Crea-SP, entre equipes de Atendimento e das entidades de classe de todo o
Estado. Seguindo o objetivo de padronizar e aprimorar os procedimentos internos
da autarquia, o encontro abordou assuntos essenciais ao dia a dia desses
profissionais, como se comunicar no trabalho e fora dele, os programas que eles
devem conhecer e que também podem usufruir, as principais entregas do ano e as
atualizações nos fluxos e sistemas.
“Estamos passando por um novo momento e eu, como engenheira,
quero poder compartilhar isso com os colegas de profissão. Nosso propósito é
melhorar ainda mais o Conselho para todos. Para vocês, colaboradores e
atendentes das associações, e para os profissionais”, afirmou a presidente do
Crea-SP, Eng. Lígia Mackey. A chefe de Gabinete e superintendente de Relações
Institucionais e Comunicação, jornalista Priscilla Marques, aproveitou o
momento para falar sobre a evolução na frente de Atendimento. “Esse foi um dos
pontos destacados pela nova gestão como prioritários e estamos atuando para
melhorar a rotina do profissional. Com a dedicação de todos, atualmente quase
não temos mais reclamações e conseguimos otimizar o atendimento de protocolos
em 60%”, disse.
Respeito e ética
Em primeira mão, os participantes acompanharam a
apresentação do advogado Sandro Lúcio Dezan sobre respeito e ética em âmbito
corporativo. “Vocês são o primeiro público a receber essa capacitação que
aborda as tipificações de assédio”, contou Priscilla.
O especialista convidado explorou diferentes frentes, como
relações profissionais, conceitos jurídicos, mecanismos para denúncia, impactos
dentro do universo corporativo e também na saúde mental da pessoa assediada,
evidenciando a importância de estratégias de prevenção. “O acolhimento e a
compreensão por quem passa por essa situação é muito importante. Precisamos
receber a pessoa e ouvir toda a sua história sem desconfiança, nos colocando em
seu lugar”, salientou Dezan.
Apesar de a palestra ter sido inédita, o Crea-SP já vem
atuando de forma expressiva, por meio das ações do Comitê Gestor do Programa
Mulher, que também esteve no Encontro, lembrando a todos da Cartilha de Orientação para combate aos assédios moral e sexual
e à discriminação e do canal de denúncias anônimo. As medidas foram
realizadas em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e
Assédio (CIPA).
Conforme explicou o advogado, o assédio acontece de
diferentes maneiras. No moral, ocorrem situações de incentivo ao isolamento
social, críticas constantes, desvalorização e atribuição de tarefas
impossíveis. Quanto às relações, também variam, a depender dos cargos
envolvidos, podendo ser descendente, ascendente, transversal ou horizontal. Os
impactos são físicos, com sinais de dores de cabeça, por exemplo, e
psicológicos, como crises de ansiedade, depressão e mudanças de comportamentos.
O tema foi bem aceito por todos. “Foi muito explicativo,
amplo e chamou atenção por não ser algo muito discutido. Acredito que serviu
como exemplo para todos, principalmente para quem ainda não tinha participado
de um debate como esse”, afirmou Thaynara Garcia, da Associação dos
Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Catanduva (AEAA). Rosária Cavalcante, do
Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo, concordou e completou: “Isso
precisa ser trabalhado entre todos, homens e mulheres, porque é algo que acontece
muito, infelizmente”, declarou.
A parte prática dos serviços
Os presentes revisitaram os programas do Conselho, como o
Banco de Talentos, Clube de Vantagens, Crea-SP Jovem e a rede CreaLab
Coworking, que ganhará, até o final do ano, uma plataforma distinta para
agendamento. No Crea-SP Capacita, a Eng. Ana Claudia Rinaldi, gerente executiva
de Projetos e Planejamento Estratégico, falou sobre “trazer mais cursos e
capacitações, focando nas necessidades de vocês”. Em Comunicação, foram
exibidas as entregas de valorização profissional, práticas de posicionamento e
postura nas redes sociais, além de destaques de inserção da autarquia na
imprensa.
Separados em dois grupos distintos, time de Atendimento e
representantes de entidades de classe, os conteúdos passaram a ser direcionados
para as necessidades específicas de cada um. Os colaboradores trataram de
Certidão de Acervo Técnico (CAT), tiraram suas dúvidas sobre os serviços e
sistemas e aprenderam sobre divisão de trabalho em células, o que resulta em
otimização dos fluxos internos e eficiência de protocolos. “Faço parte da
célula de profissionais e essa ação tornou o nosso trabalho muito produtivo,
oferecendo mais agilidade. É mais simples focar em uma tarefa só, do que tentar
abraçar o Conselho de uma única vez”, destacou Duilio Saraiva de Sousa, da
Unidade de Gestão e Inspetoria (UGI) de Araraquara.
Há 23 anos no Conselho, Andrea Bueno, da UGI de Araçatuba,
destacou a desburocratização que permitiu o avanço das atividades internas.
“Esses encontros proporcionam uma confraternização essencial para nos
aproximarmos um dos outros. Além disso, a troca de informações e experiências
vale muito mais, já que as unidades possuem públicos diferentes. Os processos
estão evoluindo e a criação das células, por exemplo, é muito inovadora”,
afirmou.
Simultaneamente, os representantes das entidades de classe
assistiram a um debate sobre parcerias, prestações de contas, plano de trabalho
e orçamentos. Aconteceu também uma dinâmica com perguntas e respostas que
serviram para entender melhor a qualidade do trabalho e as necessidades
específicas.